Tem dias que parece que alguém jogou meus sentimentos em um liquidificador e depois os despejou em mim, fica tudo meio confuso, mais que o normal. É nesses dias que eu mando a dona Carmem e o seu Poodle francês irem pra puta que os pariu. Ligo o rádio no volume máximo em qualquer estação só pra não ter que escutar meus pensamentos. É nesses dias que eu escrevo cartas de amor que eu nunca entrego, e fico dando uma de filosofa na frente do espelho. Ou então eu dou risada da minha cara amarrada e discuto comigo mesma, e ainda me mando calar a boca. É nesses dias que eu sou um posso de carência e não suporto ouvir a voz de outro ser humano. É uma TPM diária que eu cansei de aturar, sinceramente? Eu sou um porre! Sempre com a cara virada pra todos e rindo pra parede.
Sempre tão instável. Eu me sinto uma canção composta por Cazuza, e Renato Russo. Sempre tão mergulhada na loucura e na tristeza, uma montanha russa que só tem altos. Sempre com a cabeça nos amores passados, e naquele adeus que não foi dado. Uma melancolia danada, e também pura nostalgia. Mas mesmo assim eu me suporto e vou indo, ou então vindo, eu nunca sei bem, mas tanto faz, qual seria a graça de saber tudo, não é?

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