segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Moço, me vê dois reais de amor...


Por favor me traz o pote de amor, porque eu quero adoçar a minha vida - Disse Ana para o garçom que fez uma cara de ''quem deixou essa maluca escapar do manicômio?'' 
- O que a senhora disse?
- Senhora nada, eu não sou casada, me chama de tu, Ana, dona, moça, menininha, ou até maluca, porque eu sei que é disso que você quer me chamar. 
- Desculpa, o que a moça deseja? 
- Já disse, um pote de amor.
- Mas, como assim um pote de amor? 
- Amor, aquele sentimento bom que chega d'uma hora pra outra, e te vira do avesso. 
- Minha senhora, quero dizer, moça nós não temos isso aqui - Disse o garçom o mais educado que pode. 
- É, eu já percebi, fui a quatro restaurantes antes desse, e nenhum também tinha, parece que o amor esta em falta. 
- Bem, já que nós não temos amor deseja uma xícara de chá? - Ofereceu o garçom, todo sorridente achando que já havia resolvido o problema de Ana. 
- Chá? E por acaso esse seu chá vai trazer quem eu amo de volta? - Retrucou Ana. 
- Me desculpe menina, mas já chega dessa bobagem, e restaurante esta cheio, há outras mesas que eu preciso atender, e se você quer que tragam seu amor de volta vá há uma mãe de santo - Disse o garçom, com uma expressão de irritação e voz alterada. 
- Você diz que o restaurante esta cheio, mas a verdade é que o restaurante esta cheio de pessoas vazias, e o senhor é só mais uma delas, então com licença, porque eu vou procurar o amor em outro lugar. - Disse Ana, ofendida pelo garçom. 
- Então boa sorte, porque como a senhorita mesma disse: o amor esta em falta. 

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